Temos o azar de fazer parte de uma geração cuja palavra-chave é sentimento. A vida das pessoas de nossa geração giram em torno do sentimento, as emoções. A vida das pessoas são orientadas e dirigidas pelos seus sentimentos. Tudo relacionado ao sentimento tem um peso maior. Tudo que pode ser sentido tem prioridade. As emoções estão em primeiro lugar.

“Vou trabalhar na área que GOSTO. Pertenço à religião que me faz SENTIR bem. Vou à igreja para SENTIR a presença de Deus. Eu bebo pra SENTIR prazer. Uso drogas pra me SENTIR um forte êxtase. Eu assisto seriado por que eu GOSTO. Considero-me livre por fazer somente aquilo que GOSTO”.

Numa geração de sentimento é quase impossível falar de pensamento. Como convencer uma pessoa que é melhor pensar do que sentir? Como falar de mudança de mente pra quem tem preguiça de pensar? Como planejar uma mudança de vida quando só querem se sentir bem? Se priorizo as emoções quando irei falar sobre consciência? Como falar da consciência do pecado pra quem não se sente um pecador? Como falar do mandamento de amar para aqueles que esperam sentir o amor? Como falar do Deus onipresente pra quem espera sentir a presença de Deus? Como falar de vida eterna pra quem prioriza os prazeres imediatos? Como falar de transformação de vida para quem quer apenas um final de semana badalado? Como falar de um Deus que tem um Plano para pessoas que querem apenas a êxtase momentâneo do Espirito Santo? Como falar do futuro se as pessoas só querem saber do sentimento presente? Como falar de mudança para quem procura sentir o conforto do nada fazer?

Diante disso o Evangelho se torna chocante, pois o Evangelho não é um sentimento, e sim uma consciência. O Evangelho não é sentido, o Evangelho é pensado. O Evangelho se aplica na mente de quem pensa em arrependimento e não naquele que se sente culpado. O Evangelho tem efeito naquele que decide acreditar e não naquele que espera sentir vontade de acreditar. O Evangelho veio pra trazer mudança de mente e não proporcionar boas emoções. O Evangelho não pode dar aquilo que esta geração espera sentir. Hoje temos pouca demanda do Evangelho, pois esta geração busca mesmo por fortes emoções.