Será o suicídio um ato de coragem? Ou será uma atitude de um covarde? Geralmente estas são duas perguntas que passam em nossa mente mediante uma notícia de um suicídio. Neste texto não quero tentar responder esta questão, mas quero afirmar algo que acontece nos dois casos: só comete suicídio quem já perdeu a vontade de viver. Então eu pergunto: o que faz uma pessoa perder a vontade de viver?

A vida de qualquer pessoa é construída em torno de algo. Uns constroem sua vida em torno do dinheiro, outros em torno de um time de futebol, outros em torno do prazer, outros em torno de uma religião e outras tantas coisas na qual a vida pode ser construída. Este algo no qual a vida é construída define o nível de satisfação que a pessoa está. Quanto mais envolvida a pessoa estiver, melhor será sua realização pessoal. A partir do momento que não se tem retorno, a vida começa a perder o sentido, pois a principal base de sua vida não está mais oferecendo o retorno esperado.

Por exemplo, uma pessoa que constrói sua vida ao redor do prazer, se ela não encontrar o prazer esperado, a vida começa a perder o sentido. Sem o prazer, a pessoa começa a perder o porquê ainda deve existir e, então, começa a pensar na morte.

A morte é a ausência de vida. Há, para a pessoa que perde a razão de sua vida, a grande possibilidade de ser um morto vivo. E uma pessoa neste estado pode decidir tirar sua própria vida, e concretizar uma morte que já aconteceu dentro da sua mente e coração.

Pense bem onde você quer fundamentar sua vida. Não a construa em torno de algo que possa te decepcionar, viva em função de algo que seja mais forte e constante que você mesmo. Com isso, não correrá o risco de perder a vontade de viver e, consequentemente, nunca pensará em suicídio. Viva a vida!

“Nunca permita que sua felicidade dependa de algo que possa perder.” (Cassino Boulevard, Rosa de Saron)